Depois do cancelamento das festividades carnavalescas, que aconteciam tradicionalmente na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Campo Grande, o prefeito Alcides Bernal (PP) calcula economia de R$ 3 milhões. O lançamento do desfile de rua, atração mantida, aconteceu na manhã desta quinta-feira (21), na Esplanada Ferroviária.
A abertura do desfiles dos blocos acontece no domingo (7), na Esplanada Ferroviária, desfile do grupo especial das escolas de samba na segunda (8) e terça-feira (9), na Avenida Alfredo Scaff, na Praça do Papa, e na sexta-feira (12) a noite da premiação e desfile das campeãs, na Praça do Rádio Clube.
Para que o evento fosse realizado, a prefeitura afirma ter investido R$ 180 mil, R$ 160 mil será destinado para a liga das escolas de samba e R$ 20 mil para a Associação dos Blocos, Bandas, Cordões e Corsos Carnavalescos e Culturais de Mato Grosso do Sul (Ablanc).
De acordo com Bernal, dos R$ 3 milhões economizados com o cancelamento dos shows da Fernando Corrêa, R$ 800 mil seriam destinados para contratação de artistas para os shows no palco principal.
Além do cancelamento do carnaval de avenida, a prefeitura também cortou gastos para a realização dos desfiles, como por exemplo, a abolição do pré-carnaval que aconteceria na Praça do Rádio Clube. Neste ano, apesar de menos investimento, acesso a cadeirantes e acompanhantes nas arquibancadas do evento, será uma novidade. A liga das escolas também acredita em um público maior na Praça do Papa.
O lançamento do Carnaval 2016 e entrega simbólica das ''chaves'' ao Rei Momo contou com a presença das Escolas Catedráticos do Samba, Unidos do Aero Rancho, Deixa Falar, Igrejinha e Bloco Jacaré Banguela.
REPARAÇÃO
Para o presidente da Liga das Entidades Carnavalescas (Lienca), Eduardo de Souza Neto, ''dinheiro para o Carnaval não é gasto, é investimento" e ressaltou que independente dos recursos recebidos do Estado e do Município, as escolas se prepararam durante o ano de 2015, com bingos, feijoadas e tinham o capital para elaboração dos enredos e compra de matéria-prima.
"Os carnavalescos já estão voltando de São Paulo com o restante de matéria-prima, pois aqui em Campo Grande, não disponibiliza quantidade suficiente e nem um valor acessível, mas apesar disso, o carnaval mobiliza o comercio alimentício e prestadores de serviços. Quanto ao recurso, é um valor significativo e fica para dar acabamento e ''glamour'' às escolas", disse Eduardo.