O Estado de Mato Grosso do Sul poderá ter dificuldade para repor à conta única do Tribunal de Justiça, caso no próximo mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, atenda ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e suspenda a eficácia da lei complementar estadual 201, de setembro do ano passado, que autorizou a transferência de R$ 1,419 bilhão para os cofres do governo. É que pelo menos R$ 808 milhões já foram utilizados pela administração estadual para o pagamento de precatórios, dívida pública e repasse à previdência, os destinos do dinheiro determinados pela lei.
Para se ter uma ideia do que estes R$ 808 milhões representam, o valor seria suficiente para pagar por dois meses, todo o funcionalismo público de Mato Grosso do Sul, que no ano passado, só anunciou no mês de novembro que pagaria o 13º salário em dia.
(*) A reportagem, de Eduardo Miranda, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.