Cidades

HISTÓRIA DE VIDA

"Nem médico acreditava que chegaria até aqui", diz jovem com microcefalia

Jornalista de 25 anos orienta mães a ficarem tranquilas em relação a síndrome

Redação

01/02/2016 - 20h12

"Definitivamente após todos os problemas, ninguém imaginava, nem mesmo o médico seria capaz de acreditar que mesmo com a microcefalia no meu calcanhar, seria capaz de tanto. De chegar até aqui". A declaração é da jovem Ana Carolina Cáceres, de 24 anos, que contrariando todos os prognósticos médicos, tornou-se jornalista e musicista.

A vitória de Ana sobre as sentenças dos profissionais que afirmavam que ela não andaria, não falaria e, por fim, viveria em estado vegetativo até a morte a motivam a criticar hoje, com veemência, a solicitação da liberação do aborto em casos de microcefalia. "Levei para o lado pessoal porque não sou obrigada a ser conivente com tamanha sandice", afirmou na página que mantém na internet.

O LADO PESSOAL

No livro "selfie: em meu autorretrato, a microcefalia é diferença e motivação",  entregue como trabalho de conclusão do curso de jornalismo, Ana afirma diz que "minha história só é o começo de que o céu é o limite para quem não deixa de acreditar". 

Com riqueza de detalhes, Ana narra a paixão dos pais dela, o nascimento do irmão e o diagnóstico confuso feito por alguns médicos assim que ela nasceu: síndrome de down.

Foram nove dias internada logo após o nascimento e, nesse período, ela foi submetida a primeira cirurgia para correções físicas. Ana nasceu com afundamento frontal e entupimento nasal que a impediam de respirar normalmente.

Ela teve duas paradas cardíacas, precisou de transfusão de sangue, retirou 40% da estrutura óssea do crânio e alguns anos depois foi diagnosticada com sopro no coração. 

Para controlar algumas convulsões que teve até a adolescência, Ana teve de tomar tegretol e gardenal. 

Depois de ter vivido e superado todas essas dificuldades, ela considera "inaceitável" o controle da síndrome por meio do aborto. 

SUPERAÇÃO

Ana chegou a frequentar aulas de balé, mas foram as cordas do violino que a "prenderam" definitivamente. O canto também é outra paixão da jornalista, dona de um timbre de voz raro que a permite entoar com facilidade desde as notas mais agudas até as mais graves. 

"A gata borralheira havia descoberto sua melhor qualidade. Desde então, a música 
virou aquela influência máxima. E o que me move em cada decisão absurda ( ou não) que tomo até hoje", declarou na obra em que escreveu.

E a curiosidade e o interesse por histórias, outras qualidades de Ana, a fizeram se interessar por jornalismo. 

Para as gestantes que temem terem filhos com microcefalia, Ana alerta: "nem tudo está perdido. Que há muitos casos por este país afora de crianças portadoras da microcefalia e que estudam e se desenvolvem normalmente. Nada pode ser dito com certeza". 

Oportunidade de Emprego

Prefeitura abre seleção sem prova com salário de R$ 2,5 mil em Campo Grande

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06/11/2026 19h32

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9).

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Previdência Social

INSS muda auxílio-doença e dá 10 dias para nova análise em MS

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06/11/2026 18h31

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Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias. Foto: Agência Brasil

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