O Poder Legislativo volta do recesso com os parlamentares de olho nas eleições municipais. Alvo da operação Coffee Break do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), alguns vereadores investigados de venda de votos para cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), estão repensando o plano de concorrer a reeleição. A expectativa é de ampla renovação na Câmara Municipal em consequência das denúncias de corrupção.
Dali nenhum vereador está levando a sério a hipótese de disputar a prefeitura por causa do desgaste da operação Coffee Break. Os nomes mais fortes seriam de Paulo Siufi (PMDB) e Mario Cesar (PMDB). Os dois foram abatidos pela operação do Gaeco. Mario foi afastado do cargo de presidente e teve mandato suspenso por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Depois de 60 dias fora e proibido de passar em frente da Câmara, o vereador reassumiu suas funções por ordem do desembargador Júlio Siqueira e logo em seguida renunciou ao cargo de presidente. Ele é um que não pretende disputar nova eleição e muito menos a prefeitura.
(*) A reportagem, de Adilson Trindade, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.