O horário de verão, 40º na história do país, termina neste final de semana, à meia-noite de sábado para domingo. Criado com a intenção de economizar energia, a medida, ainda hoje, gera polêmica entre a população. Os ponteiros do relógio devem ser atrasados em uma hora.
Diante da promessa de reduzir o consumo da energia elétrica, o cardiologista Luiz Ovando acredita que a chance de benefícios econômicos é pequena diante dos malefícios biológicos, que, segundo ele, são indiscutíveis. “O horário de verão é anti-fisiológico porque compromete o sono. Existe diferença entre acordar e despertar. Você acorda a qualquer hora, mas as funções neurológicas não são ativadas, aí você fica com sono, sem concentração, lento e com a produção comprometida”, explicou o clínico que se diz contra o horário de verão.
No início do século passado as pessoas dormiam de 8 a 10 horas por dia. Nos dias atuais, as pessoas deixam de dormir 500 horas anuais, ou seja, aproximadamente uma hora e meia por dia, conforme o médico. “Os acidentes e esquecimentos aumentam quando a pessoa está com sono”, ressaltou Ovando. “As pessoas ficam com sono porque acordam antes da hora. O organismo não está acostumado com este horário”, pontuou o médico.
(*) A reportagem, de Valquíria Oriqui, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.