A justificativa para a polêmica troca de diretores e adjuntos de escolas e creches teve o objetivo, conforme o prefeito Alcides Bernal (PP), de acabar com “vícios e costumes” que prejudicavam o ensino em Campo Grande.
“O critério é de ordem técnica para oxigenar. Não vamos deixar para depois o que tem que ser feito agora. Está melhorando porque vamos acabar com vícios e costumes que prejudicam a comunidade e não criam ambiente proativo”, ressaltou o progressista.
Publicação extra do Diário Oficial, na quarta-feira (17), listou a troca de 14 diretores de Centros de Educação Infantil (Ceinf), além de 24 diretores de escolas municipais e sete diretores-adjuntos. A alteração, de acordo com a assessoria da prefeitura, teria efetivado profissionais de carreira e com formação em gestão pública.
Em nota, o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) pontuou que a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes de Bases da Educação “impede que as escolas municipais sejam dirigidas por pessoas com compromissos políticos estranhos aos interesses da comunidade escolar”. O caso é tratado como uma afronta à gestão democrática.
Vereadores como Eduardo Romero (PT do B) cobraram explicações e documentos que atestem o caráter técnico da mudança adotada na primeira semana de aula. Dez parlamentares já estariam envolvidos na elaboração de emenda a Lei Orgânica do Município para garantir eleições diretas de diretores e adjuntos em escolas e creches da Capital. Enquanto isso, providências serão cobradas também do Ministério Público Estadual (MPE).