Os danos que a população campo-grandense constata a cada chuva que atinge a Capital são explicados pelo último plano de drenagem para a cidade, elaborado em 2009. Praticamente nenhuma das recomendações do documento, incluído em 2008 em um pacote com outras obras a um custo de R$ 24 milhões, foi atendida pela prefeitura da Capital nos últimos seis anos.
A principal recomendação feita era a contratação de um prestador de serviço, público ou privado, sob contrato de concessão gerido pela Agência Municipal de Regulação (Agereg), para acompanhar todas as obras de drenagem e monitorar todas as chuvas e suas possíveis consequências na Capital. Sugestão que não foi acatada pelos três últimos prefeitos de Campo Grande.
Conforme o documento, assinado pelas empresas Rhama Consultoria Ambiental, Ecoprime Engenharia e Schettini Engenharia, este serviço com cobertura para toda cidade custaria R$ 243 milhões, somente para a região do Prosa (que compreende os córregos Prosa e Sóter), R$ 43 milhões. Os recursos viriam, conforme sugestão, de uma “taxa de compensação por impactos”, nunca implantada.
Reportagem de Eduardo Miranda está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.