Alison Cardoso da Costa, 20 anos, foi preso nesta quarta-feira (9) por suspeita de participação em facção criminosa especializada em comércio de armas de fogo de uso restrito para o fortalecimento do tráfico de drogas, em Campo Grande. Na casa do suspeito foram apreendidas duas pistolas, sendo uma 9 mm e uma calibre .45.
De acordo com o delegado Reginaldo Salomão, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), as investigações ao grupo criminoso começaram em dezembro de 2015. Durante as diligências, policiais obtiveram informações de que Alison teria armas escondidas em casa e, às 9h de hoje, foram até a residência do rapaz.
O suspeito não estava em casa e os pais do rapaz permitiram a entrada dos policiais para fazer buscas no imóvel. Em cima do guarda-roupas e enrolado em plástico filme foram encontradas uma pistola Glock G21 calibre .45 e uma pistola Taurus 9 mm, de uso restrito das Forças Armadas, além de 25 munições calibre .45 e um carregador adaptado para 30 tiros de 9mm, geralmente usado em roubos de carro forte.
As armas são consideradas de alto impacto, sendo o comércio da Glock proibido no Brasil, mesmo para policiais, e entram no Brasil pelas fronteiras com a Argentina, Colômbia, Bolívia e Paraguai. No comércio clandestino, a Glock pode chegar a R$ 20 mil, enquanto a Taurus tem preço médio de R$ 10 mil.
Depois de apreendidas as armas, o suspeito foi preso no frigorífico JBS, onde trabalhava como operador de produções, e encaminhado à Derf.
Ao delegado, ele negou que vendia as armas e disse que apenas guardava em casa a pedido de um amigo de infância que está preso na Penitenciária de Segurança Máxima da Capital. Ele informou ainda que uma outra pistola 9 mm havia sido entregue por ele a um outro rapaz na tarde de ontem por ordem que saiu do presídip, porém, se negou a dizer os nomes do amigo e da pessoa para quem entregou a arma.
Conforme Salomão, apesar da versão do rapaz, a polícia acredita que ele tenha participação no esquema de comércio de armas.
Ainda segundo o delegado, por conta da versão do suspeito, o caso foi inicialmente tipificado como ocultar arma de fogo, acessório ou munição em desacordo com determinação legal e por associação criminosa. O inquérito deve ser concluído em 10 dias e as investigações seguem para prender mais pessoas neste período. pode chegar a R$ 20 mil, enquanto a Taurus tem preço médio de R$ 10 mil.
As investigações seguem em conjunto com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Narcotráfico (Denar) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deco) para combater o comércio ilegal de armas na Capital.