O assunto é polêmico e coloca o Poder Público e as entidades de saúde em lados opostos. O embate sobre o Estado abrir mão da gestão de hospitais públicos e passá-la para as Organizações Sociais (OSs) é “dar mais eficiência aos serviços”, nas palavras do secretário estadual de saúde, Nelson Tavares. Por outro lado, para o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Ricardo Bueno, “é o sucateamento da saúde”.
Ainda assim, o governo do Estado tem sido soberano, e já foi aberto edital para selecionar organização para gerir o Hospital Regional de Ponta Porã; nas próximas semanas será publicada a seleção para gestão da Central de Regulação de Vagas e, seguindo assim, o Hospital Regional de Campo Grande também passará a ser gerido por OS, num futuro próximo. Todas as essas medidas, no entanto, não passaram pelo crivo do Conselho Estadual de Saúde, que não aprovou nenhuma delas.
Além do HR de Ponta Porã e da Central de Regulação, o Estado já tem como certa a transferência para as OSs, as gestões dos hospitais de Aquidauana, Corumbá e Dourados. “São muitas as vantagens das OSs. O custo é mais barato. Há mais quantidade e qualidade de atendimento e mais rapidez nas contratações e nas compras”, sustentou Tavares.
(*) A reportagem, de Lúcia Morel, está na edição deste domingo do jornal Correio do Estado.