Depois de praticamente duas horas de concentração, começou, por volta das 16h15, a caminhada em protesto ao governo Dilma Rousseff (PT) e a corrupção, no centro de Campo Grande. A organização dos protestos esperava que pelo menos 40 mil manifestantes saíssem para as ruas da cidade, no entanto, segundo eles, já são 50 mil pessoas. A Polícia Militar ainda não divulgou levantamento parcial.
As duas faixas da Avenida Afonso Pena foram interditadas a partir da Avenida 14 de Julho. A maior concentração de manifestantes está na esquina com a Rua José Antônio, em frente ao Obelisco.
Cinco carros de som e dois trios elétricos já estão posicionados e acompanham os manifestantes. Durante a concentração, bateria da escola de samba Igrejinha fez o “esquenta” entre os manifestantes.
De acordo com a Polícia Militar, ainda não é possível contabilizar quantidade de manifestantes porque a partir da Rua Bahia, no sentido centro-bairro, a marcha ocupa duas faixas da Avenida Afonso Pena e não só a sentido bairro-centro, como o combinado com a organização do evento.
Várias bandeiras são levantadas entre os que foram para as ruas. Há policiais federais que apoiam a investigação da Lava Jato, médicos que caminham unidos contra a corrupção e moradores que foram motivados pela insatisfação com a situação do país.
O advogado Marcos Pollon, de 35 anos, participa do protesto com a esposa e quatro filhos. Ele afirma repudiar a corrupção e ter ido para a Afonso Pena pelo “futuro dos nossos filhos”.
Já o estudante Weslley Lins, de 19 anos, aproveitou a manifestação para vender água por R$ 2. Entre tantos vendedores ambulantes, ele usou "slogan" para se destacar. "Minha água é anti-Dilma, ficha limpa e anti-PT", afirmou.