Desde a inauguração do residencial Oiti, situado na região leste de Campo Grande, os moradores precisam conviver com a lama que se acumula em frente as casas depois das chuvas. Segundo eles, a sujeira vem das ruas sem asfalto do bairro vizinho, o Panorama.
“Pagamos para ter o asfalto, mas é só terra!”, reclama o motorista Marcio David dos Santos, de 36 anos, que mora na rua Hellaine de Moura Castro. Segundo ele, quando a situação fica crítica, os moradores interditam a rua com a própria terra trazida pela enxurrada. “Toda vez que chove é isso. É esse drama. Estamos sofrendo”.
O mesmo sentimento de aflição é percebido nas declarações da auxiliar de serviços administrativos Lilian Glauce Barbosa dos Santos, 39, outra moradora do residencial. Ela explica que a Rua Três Poderes, que começa no bairro Vivendas do Parque, passa pelo Panorama e termina no Oiti é a causa dos transtornos.
“Essa rua inteirinha não é asfaltada. O problema é que o Oiti é um bairro baixo”, diz. “Sempre foi um problema! A chuva vem, leva pedra, leva tudo, entope bueiro. Da última vez foram três caminhões caçambas para retirar toda a terra do asfalto”.
Os moradores pontuam que tiveram de pagar 10 parcelas de R$ 39,90 cada, para garantirem o asfalto na região, mas a lama faz com que o asfalto pareça inexistente.
Para chamar atenção da Prefeitura, os moradores ameaçam impedir o trânsito na rua por onde passa o ônibus. “Quando começa a atrapalhar o trânsito, mais moradores ligam para reclamar. É só assim para a Prefeitura vir limpar, com protestos desse tipo”.
SEM PRAZO
A reportagem do Portal Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura para saber se eles já tinham conhecimento das reclamações dos moradores e se há previsão de melhoras.
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura respondeu que “a solicitação foi encaminhada para Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) para ser inserida no cronograma de serviços. Principalmente no que diz respeito a limpeza e cascalhamento”.
OUTRO PROBLEMA
Reportagem publicada na última semana mostrou como os moradores do residencial também têm sofrido com o clima de insegurança na localidade (Leia aqui).