Nova metodologia de fiscalização foi implementada, nesta quarta-feira (16), pelos vereadores de Campo Grande. Sem resposta aos requerimentos técnicos sobre merenda escolar e remédios, por parte do prefeito Alcides Bernal (PP), a opção foi visitar as unidades “in loco”. Há quem avalie, no entanto, a medida como eleitoreira.
Os bairros Cerradinho, Nova Campo Grande e Jardim Carioca foram os primeiros a receber a visita de ao menos 11 dos 29 vereadores. A ideia, conforme o presidente João Rocha (PSDB), consiste em mostrar que a atuação não está restrita somente as sessões no plenário e audiências públicas.
Moradores já haviam cobrado, em junho do ano passado, melhorias como esgoto, iluminação, cascalhamento e asfalto na região. Pouco se avançou. O líder comunitário do Cerradinho, Jorge Luiz Souza, lamentou o fato de que “em tempo de política todos aparecessem”.
Escola e creche tiveram questionada, por Carla Stephanini (PMDB), a ausência de frutas, legumes e verduras no cardápio. No freezer da creche, estavam seis frangos para atender 138 crianças.
A diretora do Ceinf do Cerradinho, Cilce Silveira, só não gostou de ter a vereadora na cozinha sozinha e fez questão de frisar: “não tem denúncia de falta de merenda”. Em contrapartida, ressaltou ser relevante a visita para mostrar também o bom trabalho desenvolvido pelos servidores públicos.
Na unidade de saúde Sumie Ikeda Rodrigues, a demanda foi a falta de agulhas. A enfermeira Leiliane Lima disse que a ausência delas, assim como de seringas, prejudicam o atendimento de ao menos 200 pacientes diabéticos. Os dados serão convertidos em novos requerimentos à administração municipal.