Marcos Alves Ferreira, 44 anos, atuava como agiota e teria sido executado por causa de dívida de um empréstimo que havia feito a cerca de um mês. O crime ocorreu na noite de ontem (16), na Rua Caiabis, no Jardim das Oliveiras, em Ponta Porã. Na ocasião, Marcos trocou tiros com os pistoleiros e matou um deles, identificado como Clésio Azevedo Lopes. A confusão terminou com os dois mortos e um terceiro envolvido foragido.
De acordo com informações do delegado Jarley Inácio, responsável pelas investigações, apurou-se, inicialmente, que Marcos atuava havia cerca de cinco anos com agiotagem e que era comum ter inimigos pela maneira como atuava. “Exercia a atividade de forma rude para não ter prejuízos", disse a autoridade policial.
O delegado, explica, ainda, que como garantia nos pagamentos Marcos penhorava bens de clientes. Inclusive, os 12 automóveis e quatro motocicletas encontradas na casa dele pertencem a devedores.
EMPRÉSTIMO DA MORTE
O empréstimo que motivou o assassinato de Marcos teria sido feito há cerca de um mês no valor entre R$ 20 mil a R$ 30 mil. E, como era de praxe, ele penhorou um bem, o qual o delegado não divulgou, do devedor.
Na semana passada, a pessoa que fez o empréstimo tentou reaver o bem, mas diante da recusa de Marcos fez ameaças e, ontem, cumpriu o prometido.“Ele recebeu ligação da pessoa dizendo que o caso seria resolvido naquela noite. À espera, armou-se com revólver e esperou”, disse Jarley.
Ainda de acordo com o delegado, na chegada dos autores, a vítima pediu que a esposa e as filhas, de 10 e seis anos, entrassem. Por isso, a mulher não soube confirmar quantas pessoas participaram do crime e se o mandante estava entre elas. “O Clésio temos certeza de que foi contratado como pistoleiro. Mas, ainda não sei se o contratante participou da execução”, pontuou a autoridade policial.
O delegado também apurou que Marcos estava foragido da Justiça e usava outro nome para evitar de ser preso.
A MORTE
Depois de receber o telefonema, Marcos esperou pelos pistoleiros na frente da casa, armado com revólver calibre 38. Houve troca de tiros e ele acertou três tiros em Clésio, sendo eles na cabeça e na perna direita. O pistoleiro também o acertou vários disparos, no tórax e braço esquerdo, conforme o Boletim de Ocorrência.
Além da arma usada por Marcos, policiais apreenderam um fuzil e uma pistola, que estavam ao lado de Clésio. No cenário da execução também foram encontradas diversas munições deflagradas das respectivas armas.