Cerca de 50 guardas municipais retornaram a Câmara na manhã desta terça-feira (22) em protesto ao que o consideram ingerência do comando da corporação.
Representante da Irmandade da Guarda Civil Municipal, Walter Xavier, contou que três itens serão alvos de questionamentos no Ministério Público Estadual (MPE), sendo eles a nomeação do major da Polícia Militar, Marcos César Hobel Escanaichi, a questão do impasse no processo de armamento da corporação e o fato de guardas treinados não poderem atuar no Projeto Crack utilizando os equipamentos disponíveis.
Walter Xavier apresentou documentos comprovando que o comandante da Guarda foi denunciado e condenado em 2008 por alterar o odômetro de um veículo oficial em mais de 20 mil quilômetros, fato este que o impediria de assumir cargo comissionado por ser considerado ficha suja.
Com relação ao processo de armamento, o procedimento travou mesmo tendo sido selecionados cerca de 200 guardas municiais para atuar armados.
Por fim, representante da Irmandade garantiu que guardas treinados não podem chegar “nem próximo” a ônibus adquiridos com cerca de R$ 700 mil e destinados para estruturar o projeto de combate as drogas.
“Não queremos comandante ficha suja. Caso fosse civil responderia por estelionato e não poderia assumir cargo de comissão. Estamos denunciando essas questão ao MP para que sejam tomadas providências”, reclamou Walter Xavier.