Cerca de 20 catadores do aterro de Campo Grande (lixão) voltaram a bloquear o km 350 da BR-262, em Campo Grande. A interdição teve início às 09h47min e tem previsão de liberação em até seis horas. Na última segunda-feira (21), a Polícia Militar foi acionada e para dispensar manifestantes utilizou bombas de efeito moral e até tiros de borracha.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) o fechamento do trecho da rodovia é feito com pedras e paus. Os catadores pedem a reabertura do lixão, em razão de que, Unidade de Processamento de Resíduos Sólidos (UTR) não comporta todos os 450 catadores. Este seria o quarto bloqueio em um mês.
PRIMEIRO BLOQUEIO
A primeira manifestação, depois da determinação de fechamento do lixão, aconteceu no dia 2 de março, quando o trecho ficou fechado por cerca de 5 horas.
SEGUNDO BLOQUEIO
No dia 19 de março, cerca de 50 catadores realizaram outro protesto, desta vez relatavam a falta de material para ser selecionado e baixo valor pago pelos trabalhos, cerca de R$ 20 diários.
TERCEIRO BLOQUEIO
Na manhã, do dia 21, cerca de 50 catadores que atualmente trabalham na Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) depois do fechamento do lixão de Campo Grande, fizeram uma nova manifestação classificando a Unidade como uma farsa pela falta de material para ser selecionado.
Os manifestantes pediam ainda a reabertura do aterro, até que a UTR estivesse preparada para receber os catadores.
INTERVENÇÃO
Ainda no dia 21, no período da tarde o Batalhão de Choque da Polícia Militar precisou ser acionado para dispersar a manifestação, já que os catadores afirmaram que não teria acordo para o desbloqueio da rodovia. Balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio foram utilizadas e, segundo os manifestantes, uma mulher ficou ferida.