Projeto enviado pela prefeitura à Câmara, na semana passada, e que define reajuste salarial escalonado aos servidores municipais é classificado por professores como traição. Isso porque em reuniões no mês passado, Alcides Bernal (PP) garantiu aos profissionais que continuaria a negociação e em resposta os professores retiraram ação judicial que questionava o aumento salarial.
Nesta terça-feira (5), centenas de servidores protestam na Câmara. Alguns a favor da aprovação do projeto, mas a maioria contra. A sessão teve de ser suspensa
Presidente da Associação Campo-grandense dos Professores (ACP), Lucílio Nobre afirma que a atitude do Executivo em enviar o projeto mesmo tendo dito o contrário aos professores é motivo da manifestação de hoje.
“O Executivo desrespeitou o que havia sendo negociado e viemos para retirar de votação esse projeto. Nos sentimos traídos pelo executivo municipal”, afirmou.
Lucílio lembra que os professores abriram mão de ação judicial para que acordo pudesse ser fechado com Bernal. A intenção da categoria era obter aumento de 11,36% no mês de maio e outros 6,5%, referente a reajuste escalonado aprovado no ano passado.
"Quem não cumpre lei não vai ser reeleito. Vamos enterrar carreira política de muitos políticos. Quem não cumpre com a educação, não merece reeleição", completou.
Confira vídeo dos protestos na Câmara:
Para o petista Marcos Alex, o projeto tem tudo para ser rejeitado. “Não dá para cair nessa armadilha para dizer em dezembro que não tem receita, ainda mais depois das eleições.
Eduardo Romero (Rede) também rejeita aprovar a proposta de reajuste enviada pela prefeitura. “Esse projeto é uma aberração matemática porque não discute e confunde os segmentos. Hoje não é data final para dar reajuste, mas para dar reajuste acima da inflação. É manobra para pagar escalonado em dezembro e burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal para não cumprir esse aumento”.