“Excesso de zelo do piloto, não podia ser diferente”. Assim definiu Luiz Antonio Moreira da Costa, coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) diante da situação ocorrida na manhã desta sexta-feira (8), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, onde uma passageira com suspeita de H1N1 foi motivo de tumulto no local.
Segundo Luiz, a mulher de 57 anos seguia de Guarulhos (SP) à Capital, quando, ainda em São Paulo apresentou sintomas sugestivos de uma virose, tendo viajado em seguida. Durante o vôo se sentiu mal e comentou com outra pessoa a bordo do avião.
“Por conta da quase situação de epidemia ela foi medicada preventivamente com o medicamento Tamiflu, indicado para pessoas com sintomas de influenza”, explicou o médico ao ressaltar que a tripulação seguiu as recomendações de segurança preconizadas de informar à torre de controle e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Após a Anvisa acionar equipe do Samu, uma viatura de Suporte Avançado se deslocou até o aeroporto, porém, a passageira estava bem e até recusou atendimento e preferiu pegar as malas na esteira.
Após algum tempo a mulher foi convencida a seguir para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vila Almeida. “Possivelmente seja realmente apenas uma situação de virose sem maiores consequências. Um filho dela é médico residente aqui (não estou autorizado a revelar o nome) está acompanhando a mãe”, detalhou o coordenador do Samu.
Diante de três óbitos confirmados no Estado e da elevação dos números de casos notificados na Capital, que de janeiro a abril triplicaram, conforme boletim epidemiológico emitido pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, a Anvisa lacrou a aeronave para desinfecção e os passageiros foram realocados em outros vôos.
A passageira, que não teve o nome divulgado, é de Campo Grande e, durante permanência em São Paulo começou a tossir e, ao procurar uma unidade de saúde foi diagnosticada com suspeita de H1N1. “Ela já veio de São Paulo medicada com o Tamiflu e com suspeita da gripe”, enfatizou a diretora de assistência à saúde da Sesau, Rosimeire Arias.