O trabalho de atendimento de urgência por parte dos Bombeiros está prejudicado em Campo Grande e vítimas de acidente podem não conseguir socorro imediato ou rápido. A corporação passou o domingo (10) com apenas uma viatura de resgate, quando deveria ter quatro rodando e três de reserva.
O único veículo disponível para empenho é o que fica no bairro Coronel Antonino. Os outros equipamentos dependem de reparos, não dispõe de oxigênio ou foram para a oficina mecânica, mas ainda não retornaram do conserto.
De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, na sexta-feira (8) o governo do Estado autorizou a manutenção em quatro ambulâncias, mas elas só devem ficar prontas em 15 dias. Há, no entanto, possibilidade que o tempo seja reduzido.
Os problemas são diversos: pastilha de freio, injeção eletrônica defeituosa, problema na funilaria, suspensão condenada, direção hidráulica sem funcionar. Somado ao atraso para autorização do conserto, o excesso de buracos na cidade ajuda a estragar mais as viaturas.
Em agenda pública, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse na quarta-feira (6) que está atento à situação. Por isso, oito ambulâncias serão adquiridas, sendo que seis delas ficarão em Campo Grande.
A deficiência dessa solução é que ela só será dada no final de abril, ou seja, faltam ainda duas semanas para que os novos veículos estejam disponíveis.
DIFICULDADE NA RUA
A carência de equipamentos para trabalho causou situação tensa no início da noite de domingo (11). Acidente a cerca de 40 quilômetros da Capital, perto da ponte do Ribeirão das Botas, exigiu que a única viatura fosse deslocada.
No período de deslocamento, ao menos duas ocorrências graves foram registradas. Uma mulher que passara mal em uma loja e acidente grave no cruzamento das ruas Santa Catarina com Santo Ângelo, no Coronel Antonino. Em uma moto XT 125 cc, pai e filho foram arremessados depois de atingirem Gol.
O homem teve ferimentos no punho, cotovelo e fratura exposta na perna direita. A criança sofreu grave contusão na patela. Foi preciso deslocar um caminhão usado em atendimento a incêndio para prestar os primeiros socorros. O pai teve muita perda de sangue e a demora no atendimento pode causar hipotermia, que leva à morte.
O Samu foi solicitado para dar apoio, mas também estava com viaturas empenhadas e quase uma hora depois do primeiro comunicado foi possível deslocar as vítimas para atendimento.