Professores campo-grandenses entrarão em greve a partir de segunda-feira (2), depois de rejeitarem reajuste de 2,79% proposto pelo prefeito Alcides Bernal (PP).
Enquanto o progressista sugere motivação política no movimento, a categoria cobra cumprimento de lei que assegura atualização salarial de 11,36%.
Em projeto encaminhado à Câmara Municipal, ontem (27), Bernal justificou o índice inferior como decorrente de limitação imposta pela lei eleitoral. Isso porque, como pré-candidato à reeleição, ficou impedido, desde 5 de abril, de conceder revisão de salários com base na inflação de quase 10%, registrada em 2015. A exceção, nesse caso, seria aplicar perdas inflacionárias de 2,79% referente aos meses de janeiro a março.
O presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Lucílio Souza Nobre, considerou inaceitável o projeto ter ido direto para a Casa de Leis. “É uma total falta de respeito”, pontuou em reunião de pouco mais de duas horas hoje na sede da entidade.
Ele também questionou o fato de o projeto prever o cumprimento da Lei nº 5.411/13 (relativa à equiparação de 20h ao piso nacional) somente em fevereiro do próximo ano
Como a rejeição do índice se mantém confirmada, a partir de segunda-feira a paralisação de 6,2 mil professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) é dada como concreta.
Bernal declarou que acionará a Justiça Estadual para tentar bloquear a greve. Ele disse que só proporá ação quando o movimento for deflagrado.