O ônibus do videomonitoramento do projeto “Crack, é possível vencer”, do Bairro Los Angeles, em Campo Grande, retornou para a base comunitária da Polícia Militar (PM), na Rua Luís de Vasconcelos, após aproximadamente cinco dias fora do local. No dia 20 de abril o veículo foi retirado de lá e levado para uma oficina mecânica da PM, por questões de segurança, mas retornou no início da semana.
O objetivo era evitar que o ônibus fosse alvo de ataques como os que aconteceram nos dias 14 e 19 de abril, quando três ônibus foram incendiados e outro apedrejado na Capital, por ordem de integrantes de organizações criminosas. Os crimes resultaram na prisão de 12 pessoas e o mandante das ações, Bruno de Melo Garcia, 19 anos, que cumpre pena no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima, na Capital, foi transferido para a Penitenciária de Dourados.
Mesmo após o retorno do ônibus para o bairro, o funcionamento é parcial, de acordo com policiais que atuam na base do Los Angeles. Além de problemas técnicos com os equipamentos de informática e para recebimento das imagens (que é via rádio), não há equipe suficiente para fechar as escalas de trabalho.
Ontem (29) apenas dois guardas civis municipais estavam no ônibus, que deveria ter pelo menos quatro pessoas trabalhando. “O sinal de rádio oscila muito, o equipamento informática não funciona totalmente. E em alguns períodos não tem gente para trabalhar no ônibus”, disse um policial miliar que pediu para não ter o nome divulgado. A PM foi procurada para explicar a situação, mas até o fechamento desta reportagem não respondeu os questionamentos.