Depois de participarem de assembleia geral, na tarde de hoje (2), os agentes penitenciários de Mato Grosso do Sul decidiram manter a greve.
Eles pretendem que, com esse ato, o governo do Estado seja pressionado a conceder reajuste salarial, diferente do abono anunciado em março deste ano.
A categoria criou comissão de greve para auxiliar os servidores de cada unidade e prometeu enviar contraproposta ao Executivo estadual até a sexta-feira (6).
Na semana passada, atividades desenvolvidas em unidades prisionais do Estado, como na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, estavam parcialmente paralisadas.
Apenas serviços considerados indispensáveis como alimentação, acompanhamentos médicos e jurídicos foram desenvolvidos.
REIVINDICAÇÕES
As reclamações dos servidores surgiram depois que seis agentes penitenciários foram intoxicados por presos da Máxima, no dia 20 do mês passado.
A suspeita é que detentos tenham colocado entorpecente ou medicamento controlado na garrafa de café dos servidores.
Dias antes, ônibus foram incendiados e motorista ameaçado de morte em ações comandadas por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os crimes ocorreram em represália ao treinamento de agentes penitenciários realizado na Máxima. Esse trabalho foi última atividade de formação de grupo especial para atuar em caso de rebeliões.