Pelo menos 400 professores da Rede Municipal de Ensino entraram em greve hoje (2). Conforme o sindicato da categoria, são 52 escolas parcialmente paradas. A entidade também promoveu nesta manhã uma passeata com 100 servidores até a Prefeitura de Campo Grande como forma de protestar.
Toda a Reme conta com mais de 6 mil professores, entre contratados e concursados. Há mais de 90 unidades escolares ligadas à Secretaria Municipal de Educação.
A greve tenta forçar o prefeito Alcides Bernal (PP) a cumprir lei que iguala o piso nacional da categoria aos profissionais que trabalham 20 horas semanais. Os professores cobram reajuste de mais de 11%.
Conforme Lucílio Nobre, presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), foram 10 meses de negociação e não se chegou a um sem acordo. Ele enumerou que foram enviados 12 ofícios e aconteceram 15 reuniões, mesmo assim não houve respostas concretas.
“Queremos cronograma de como o prefeito vai cumprir a lei e que negocie direto com a categoria, que não mande Projeto de Lei para Câmara, e, sim, negocie direto com categoria”, cobrou o sindicalista.
Diretores da ACP reuniram-se com o ex-secretário de governo Paulo Pedra, o procurador-geral do município, Denir Nantes, o secretário de Administração, Ricardo Trefzger Ballock, e o secretário de Finanças, Disney de Souza Fernandes, para tentar haver trégua. Não houve solução no encontro.
JOGO DURO
Segundo Lucílio, a greve não tem prazo para terminar. “Não brigamos por reajuste, queremos que a lei (do piso salarial) seja cumprida. Queremos que o prefeito se manifeste de como ele vai cumprir. Nem que seja parcela, mas que diga como. Não brigamos por reajuste, brigamos pelo cumprimento da lei", afirmou.
Caso o Executivo e a classe não entrem em acordo, o sindicalista não descarta a possibilidade de ingressar com ação na justiça.
“Podemos entrar com ação, mas demora demais a tramitação. A categoria entende que a saída política é mais rápida, basta o prefeito entender”, concluiu.