Representante de empresa do Paraná, morador em Campo Grande, foi levado à polícia para prestar depoimento em cumprimento de mandados de busca e condução coercitiva, cumpridos ontem (12), no contexto da operação “Republicano V”, que investiga grupo de auditores envolvidos em recebimento de propina para aliviar multas milionárias de empresários. A ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) paranaense, além de Campo Grande, em cidades de São Paulo e Paraná.
Foram cumpridos ao todo quatro mandados de prisão, 14 medidas cautelares para colocação de tornozeleiras eletrônicas, 36 mandados de busca e apreensão e 20 conduções coercitivas (quando a pessoa é levada para prestar depoimento). Mandados de busca e condução foram cumpridos em Campo Grande. Segundo o promotor Jorge Barreto, refere-se a um representante de empresa do Paraná, a qual seria responsável pela lavagem do dinheiro do grupo criminoso.
ESQUEMA
Conforme informações do MP, auditores fiscais da Receita Estadual do Paraná cobravam propinas para aliviar valores de multas milionárias, aplicadas a empresários. Os funcionários manipulavam o sistema e emitiam boletos de valores extremamente inferiores ao real e cobravam por isso. Empresários saldavam ''legalmente'' a dívida, já que o pagamento era expedido via boleto, no entanto, com valor fictício, enquanto que os servidores da Receita recebiam propinas.
A quantia desviada pela organização criminosa, acusada de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva tributária, extorsão, falsidade ideológica e lavagem de ativos, não foi divulgada.