A morte de Edevaldo Souza Prado, de 57 anos, por H1N1, ocorrida na Santa Casa, foi confirmada na manhã de hoje (18) pela Prefeitura de Campo Grande. Até o momento seis pessoas morreram vítima da doença, na Capital.
O homem estava internado na unidade hospitalar desde a manhã de domingo (15) e morreu às 12h10min de ontem (17). Ele lecionava na Escola Estadual Amélio de Carvalho Baís, localizada no Bairro Coophatrabalho. Pais de alunos temem que a doença se alastre, já que o local é fechado e pode favorecer a propagação do vírus.
Com mais esta morte sobe para 20 o número de óbitos por H1N1 em Mato Grosso do Sul, conforme último boletim epidemiológico emitido na quarta-feira (11), sendo sete em Campo Grande (seis por H1N1 e uma por Influenza B), dois em Três Lagoas, quatro em Naviraí e um em São Gabriel do Oeste, Aquidauana, Corumbá, Coxim, Caarapó, Maracaju e Juti.
NAVIRAÍ
Em Naviraí a população vive dias de tensão diante das quatro mortes próximas decorrente do vírus em aproximadamente 10 dias.
O vírus foi identificado no município há nove dias e quatro pessoas já morreram. Ao menos outras 10 tiveram confirmação de estarem infectadas.
A última vítima foi confirmada no final da tarde de ontem (17), um homem de 89 anos. Os outros pacientes que faleceram tinham 56, 59 e 66 anos.
AULAS SUSPENSAS
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) suspendeu as aulas no campus de Naviraí como forma de prevenção ao vírus H1N1. As atividades estão suspensas de hoje (18) até o dia 1º de junho, conforme publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. A suspensão atende pedido da Gerência de Saúde do município com objetivo de prevenir e proteger a população local contra o vírus.
O campus de Naviraí tem cursos de graduação em direito, engenharia de alimentos, matemática, química e tecnologia de alimentos.
Os alunos das escolas municipais tiveram as férias antecipadas, por 15 dias, a partir de hoje. O atendimento na Delegacia de Polícia Civil será feito somente a casos graves e as visitas a pacientes no hospital municipal estão temporariamente proibidas.
Muitos moradores usam máscaras cirúrgicas. No hospital, o acessório já é de uso obrigatório. Em muitas farmácias já não tem mais para vender.