A Justiça negou pedido de habeas corpus a Anderson Ricardo Santos de Arruda, acusado pelo crime de latrocínio do técnico agropecuário Carlos Guilherme dos Santos Bertoldo, de 30 anos, e de corrupção de menores. A decisão é dos desembargadores da 3ª Câmara Criminal.
O crime aconteceu no dia 24 de janeiro deste ano, na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. A vítima foi morta com um tiro no peito ao reagir a um assalto.
O técnico agropecuário estava com a esposa dentro de um carro, em frente ao Aeroporto da Capital, esperando ônibus que levaria a mulher para a Aquidauana, quando quatro homens, entre eles Arruda, chegaram em duas motos e abordaram o casal.
Anderson e um menor de idade conduziam as motos. Os dois passageiros desceram e anunciaram o assalto. Enquanto eles procuravam por objetos de valor no veículo, o menor apontava arma para as vítimas.
Em determinado momento, um dos homens puxou a esposa do técnico agropecuário e ele reagiu, puxando uma faca que estava no carro e golpeando o acusado, que revidou e efetuou diversos disparos contra a vítima, atingindo-o no rosto. O homem confessou o crime e delatou a participação dos comparsas.
Prisão preventiva foi decretada e a defesa de Arruda pediu habeas corpus alegando excesso de prazo, já que o rapaz está preso há mais de 60 dias, sem que denúncia fosse oferecida. Além disso, advogado sustentou que ele tem condições favoráveis, como bons antecedentes, ocupação lícita e residência fixa.
Relator do processo, desembargador Dorival Moreira dos Santos, afirmou que a autoria e materialidade do crime ficaram comprovadas pelas declarações das testemunhas, boletins de ocorrência e outros documentos.
Quando a alegação de excesso de prazo, magistrado afirma que o prazo não foi superado e que a denúncia foi oferecida e recebida pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande. Por unanimidade, o habeas corpus foi negado.