Cidades

Diz Azambuja

Recorde de mortes é consequência de "desatenção" do município, diz Azambuja

Já são 32 mortes por gripe, 31 pelo vírus H1N1

Redação

02/06/2016 - 11h56

A quantidade recorde de mortes causadas pelo vírus H1N1 neste ano é consequência da falta de atenção das prefeituras em relação aos atendimentos nos postos de saúde, essa é a avaliação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou que a gripe já matou 72 pessoas neste ano em Mato Grosso do Sul.

Em agenda pública hoje, Azambuja disse que a política de vacinação é estabelecida pelo Governo Federal e organizada pelo Estado, no entanto, o problema estaria no atendimento deficitário na atenção básica de saúde, que é de responsabilidade das prefeituras.

“A atenção básica, quando a pessoa procura o posto de saúde pela primeira vez, precisa de atenção especial, o primeiro tratamento é que precisa ser feito com qualidade”.

O governador ainda ressaltou que em cidades como Naviraí houve treinamento das equipes e a incidência da gripe tem diminuído.

NÚMEROS

São, agora, 14 cidades que tiveram situações mais graves da doença. Com esse aumento, Mato Grosso do Sul tem o pior ano com registro de mortes desde 2009. Dois anos atrás, o Estado registrou 29 falecimentos, a pior estatística nesse período avaliado pela SES.

Os municípios em alerta com o vírus são Aquidauana, Bataguassu, Campo Grande, Caarapó, Corumbá, Coxim, Douradina, Jardim, Juti, Ivinhema, Maracaju, Naviraí, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas.

Os dados da SES também informaram que 52% dos casos registrados tiveram tratamento tardio, o que pode complicar a condição do paciente.

Há 422 exames positivos para Influenza, sendo que 403 são de H1N1, oito para H3N2 e 11 para Influenza B. Campo Grande concentra a maioria das pessoas contaminadas (100 pacientes), seguido de Naviraí (45), Sonora (31), Dourados (26), Aquidauana (23) e Sidrolândia (21). São 30 cidades, de um total de 79, que registraram algum tipo do vírus da doença neste ano.

Dados de 1º de junho

Óbitos por H1N1 - 31

Óbitos por Influenza B - 1

Casos positivos - 422 pessoas (403 com H1N1, 8 com H3N2, 11 Influenza B)

Dados de 25 de maio

Óbitos por H1N1 - 24

Óbitos por Influenza B - 1

Casos positivos - 367 pessoas (348 com H1N1, 8 com H3N2, 11 Influenza B)

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