Escancaradas pela Operação Coffee Break, as denúncias de suposto envolvimento de políticos em esquemas de corrupção devem enterrar o projeto de reeleição de vereadores em outubro, quando será definida a nova composição da Câmara Municipal e o prefeito de Campo Grande. Dos 13 vereadores citados no relatório do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) por participação na compra e venda de votos para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), dois, Mario Cesar (PMDB) e Edil Albuquerque (PTB) desistiram de concorrer este ano.
A ampla repercurssão da operação levou à uma percepção generalizada de que políticos seriam ‘corruptos’ e, ainda que não haja uma denúncia sequer, todos estariam com a pecha de ‘bandido’.
Esse, e outros fatores, distanciaram os políticos da vida pública. O Gaeco, por exemplo, baeseou-se em conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial, e que mostraram vereadores negociando espaço político numa eventual administração de Gilmar Olarte (hoje no PROS), que na condição de vice, assumiria a prefeitura.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.