Risco de alagamento e inundação poderá ser informado por placas em Campo Grande. Isso porque projeto de lei prevê sinalização de pontos críticos a fim de se evitar casos de pessoas ilhadas, carros e casas tomados pela água. Ao menos 22 deles são monitorados pela Defesa Civil.
Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), justificou a proposta diante de efeitos climáticos adversos, impermeabilização do solo e falhas na rede de drenagem. Para o vereador, informar as áreas de risco ajudaria o cidadão a se precaver de situações inesperadas.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Walmir Barbosa, ressaltou que o caráter preventivo das placas colocaria motoristas e pedestres em alerta, mas somente a adoção de bom senso evitaria na prática os incidentes críticos.
Seria o caso da grávida que ficou, em dezembro, ilhada e agarrada a placa de trânsito durante enxurrada na Avenida Ernesto Geisel. “Muitas vezes falta bom senso de não se colocar em risco. Com a natureza não se brinca”, alertou Walmir.
No mês passado, conforme dados da Defesa Civil, a precipitação na Capital superou média história passando de 118,7 mm para 206,8 mm. O período também foi o mais chuvoso dos últimos 30 anos no Estado. Informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontaram precipitação de 206 mm, ante 183 mm registrados há dois anos. Área de convergência de umidade seria responsável pela anormalidade.