Pesquisa do Ministério da Saúde neste ano indica redução no número de pessoas que confessaram terem ingerido bebidas alcoólicas e dirigido, em Campo Grande.
Entre o público entrevistado, 31,5% disseram que não cometeram a infração de trânsito. Enquanto que no ano passado, 7,6% da população da cidade declarou que dirigia após o consumo de qualquer quantidade de álcool, contra os 11,1% do ano de 2012.
A queda estaria atribuída ao endurecimento nas penalizações da Lei Seca, em vigor desde o ano de 2012.
No contexto do levantamento, foram entrevistadas mais de 54 mil pessoas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal.
Os municípios que mais se destacaram com queda superior a 50% nos últimos três anos foram: Fortaleza (54,1%), Maceió (53,2%), João Pessoa (51,4%) e Vitória (50,7%).
Em contrapartida, algumas capitais apresentaram aumento do número de motoristas que assumiram pegar ao volante após consumirem qualquer quantidade de álcool: Cuiabá e Boa Vista apresentaram alta de 15,8% e 13,2%, respectivamente, desde 2012.
Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015). O levantamento é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde
LEI SECA
Em 2016, a Lei Seca completa oito anos de vigência, com maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece. O objetivo com as mudanças foi aumentar a conscientização de não se misturar a bebida com direção.
Atualmente, o condutor que ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica e for submetido à fiscalização de trânsito está sujeito a multa no valor de R$ 1.915,40 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado.