Cidades

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Comissão da Assembleia fará relatório sobre disputa indígena

Produtores rurais de Caraapó reuniram-se com deputados hoje

Redação

20/06/2016 - 18h00

Mais de 10 pequenos produtores rurais de Caraapó reuniram-se com deputados estaduais da Comissão Permanente de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas hoje. A audiência aconteceu no Sindicato Rural do município.

O encontro foi agendado para que os parlamentares entendessem as demandas dos produtores rurais que estão em conflito com índios. De acordo com a entidade patronal, a situação mais crítica seria de três famílias que precisaram sair às pressas de sítios e estão vivendo com a ajuda de parentes porque não conseguiram levar roupas e outros objetos.

A audiência teve a presença de mais de 30 pessoas. Os deputados Eduardo Rocha (PMDB) e Mara Caseiro (PSDB), membros da Comissão de Desenvolvimento Agrário, e Zé Teixeira (DEM), 1º secretário da Assembleia Legislativa, ouviram as demandas dos produtores rurais.

A principal solicitação feita foi a intervenção política deles para que haja a anulação do decreto que criou a reserva indígena Dourados Amambaipeguá I. A área total da demarcação é de 55.590 hectares e engloba os municípios de Laguna Carapã, Caraapó e Amambai.

O decreto foi assinado por João Pedro Gonçalves da Costa, então presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), em 12 de maio, pouco antes do afastamento de Dilma Rousseff (PT) da presidência.

Segundo nota da Assembleia Legislativa, os índios, que estão em 87 propriedades rurais somente no município de Caarapó, deram prazo de dois meses para que haja o definitivo reconhecimento das terras por parte do governo federal. No Estado, são 110 áreas com presença de índios, divulgou a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

"A Assembleia Legislativa quer uma solução para encaminhar à Brasília. Amanhã (21), vamos nos reunir com a mesa diretora e apresentar um relatório dos trabalhos realizados em Caarapó”,explicou Eduardo Rocha, presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas, durante entrevista à rádio Assembleia.

CONFLITO

A disputa mais acirrada entre fazendeiros e indígenas começou no domingo (12). Na fazenda Ivu, houve conflito com tiros e o índio e agente de saúde Clodiodes Aguileu Rodrigues de Souza morreu. Outras pessoas ficaram feridas, entre elas criança e policiais militares, que estavam no local para dar segurança aos Bombeiros.

A Força Nacional e a Polícia Federal estão na região e mais de uma semana depois do cenário de guerra, a situação permanece tensa.

As lideranças Guarani-Kaiowá requisitaram ajuda à Defensoria Pública da União, Ministério Público Federal e Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

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