Os funcionários da empresa terceirizada Douraser, prestadora de serviços de limpeza e conservação da UFMS, receberam hoje cestas básicas de professores e alunos solidários à situação que estão enfrentando. São 100 trabalhadores, em greve desde o último dia 13, porque estão sem receber os salários de maio.
“A maior parte desses funcionários é mãe e pai de família, até de mais idade. Alguns com medo de serem despejados da casa, outros tiveram a água e luz cortadas. São histórias absurdas”, lamentou o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação (STEAC/MS), Ton Jean Ramalho Ferreira.
Ramalho explicou que a única conversa com representantes da Douraser foi realizada na terça-feira (21). Na ocasião, o proprietário da empresa propôs pagar o salário atrasado de maio e metade de salário de junho no dia 7 de julho. Com promessa de pagamento do restante do salário de junho mais 50% do mês de julho no dia 5 de agosto. A proposta foi recusada pelos trabalhadores.
Assembleia com os funcionários para apresentação de uma contra proposta foi agendada para a tarde de hoje.
Segundo Ramalho, representantes da Douraser alegaram que o atraso têm relação com a retenção de uma parte da verba destinada ao pagamento da folha dos trabalhadores, calculada em R$ 130 mil.
Em nota, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul informou que a “UFMS está quite com o contrato com a Douraser e efetuou o repasse ainda no início do mês, no dia 3 de junho. Além disso, tem tomado todas as providências cabíveis como notificações à empresa”.
O vice-presidente do STEAC disse ainda que a greve é apoiada pelos estudantes. “Eles são orientados por outros universitários para não limparem. É uma forma de não enfraquecerem o movimento”, pontuou.