O acompanhamento médico de gravidez de risco pelo Sistema Único de Saúde será discutido pela Defensoria Pública do Estado no dia 15 de julho, em audiência pública. O tema principal do encontro é sobre a identificação e tratamento de trombofilia em mulheres grávidas, que causa risco de morte para o bebê e a mãe.
Essa doença causa desenvolvimento de coágulos sanguíneos. A medicina ainda estuda o que motiva a trombose nas mulheres e um dos indícios é que seja fator genético.
Nesse evento que acontecerá em julho, o defensor Hiram Nascimento Cabrita de Santana será o presidente dos trabalhos. A reunião está agendada para acontecer das 13h30 às 17h na Rua Raul Pires Barbosa, 1519, Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Foram convidados especialistas da área médica para prestarem esclarecimentos além de representantes dos governos municipal e estadual e de unidades hospitalares para informarem a atual situação no atendimento a pacientes com esse tipo de problema.
O tratamento da trombofilia é caro e exige que a mãe seja submetida a doses injetáveis diariamente, pelo menos até o nascimento da criança. É estimado que uma mulher gaste em torno de R$ 10 mil dos três aos nove meses apenas com o medicamento.
"A audiência tratará da trombofilia, suas espécies e sua incidência em mulheres gestantes, exames que identificam a enfermidade, com informação se é ou não fornecido pelo SUS, no âmbito de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul, além do tratamento disponibilizado pelo SUS no Estado", informou nota da Defensoria Pública Estadual.
Na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) consta o medicamento heparina não fracionada, que é utilizada para tratamento deste tipo de doença. O SUS só fornece a droga se ela constar nessa listagem.
DIFERENÇAS
Como só um tipo de remédio consta no Rename para que haja tratamento público, a Defensoria Pública e os médicos tratarão das diferenças que existem entre a medicação na rede privada e na pública.
"Será apresentada pelo presidente (dos trabalhos) uma avaliação geral das contribuições recolhidas na audiência pública e os encaminhamentos pertinentes. Será lavrada, em até 5 dias após a audiência, ata sucinta dos trabalhos", informou nota do órgão.
O telefone para quem precisar obter mais informações sobre o evento é o (67) 3317-8745. A entrada do público em geral é permitida.