Comissão Parlamentar de Inquérito, que apura desvio de doses contra H1N1, pode bancar exame laboratorial a servidores privilegiados por imunização irregular em Campo Grande. Aplicada de forma voluntária, a medida tem caráter de contraprova aos denunciados.
Especialistas confirmaram aos cinco componentes da CPI da Vacina, no mês passado, possibilidade de detecção de componentes da vacina em exame laboratorial. Marcos Alex (PT), que preside a investigação, não descarta o procedimento. “É uma forma de se comprovar ou não”, justificou.
Na CPI, há consenso de que a prefeitura tem impedido o andamento dos trabalhos. Isso porque a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) não cumpre prazos para envio de dados sobre imunização no sistema de saúde, assim como controle da distribuição de 196 mil doses encaminhadas à Capital.
Servidora da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF), da Vila Carlota, foi denunciada por venda de ilegal de vacinas, sendo investigada em paralelo pela Polícia Civil. Já o Instituto de Tecnologia da Informação (IMTI) admitiu não ter imagens de suposta vacinação, em 23 de maio, destinada a servidores e familiares. Lista de quem trabalhava no dia, no entanto, foi encaminhada.
Quebra de sigilo telefônico foi requerida aos aparelhos da gerente de imunização da Sesau, Cássia Tiemi, e da assessora de imprensa Márcia Scherer. Ambas serão ouvidas, na sexta-feira (9), por integrantes da CPI. Relatório final dos trabalhos deve ser apresentado depois do recesso parlamentar.