O comércio de Três Lagoas dá os primeiros sinais de reação e se prepara para recontratar no segundo semestre. É o que aposta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio, Eurides Freitas. De acordo com o sindicalista, o reaquecimento da construção civil, graças ao processo de expansão das duas fábricas de celulose no município, gerou um efeito cascata positivo e que irá refletir no comércio neste segundo semestre.
A expectativa é que até o fim do ano o comércio gere 300 novas vagas de emprego. Segundo Freitas, as novas contratações deverão iniciar entre agosto e setembro e atingir o seu pico em dezembro. O número, entretanto, será para suprir os postos de trabalho fechados no decorrer do ano.
“Já estamos vendo um número maior de trabalhadores nas ruas. Empreiteiras chegando. Isso vai impactar positivamente no comércio. A construção civil é a mola propulsora do país”, disse Freitas.
De janeiro a maio deste ano, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o comércio três-lagoense fechou 254 postos de trabalho com carteira assinada. Somente no mês de abril, foram 55 vagas extintas.
“O que percebemos é que agora todos [comerciantes] estão na expectativa por esse reaquecimento. Com isso, as demissões cessaram. Ainda não estão contratando, mas pararam de demitir”. Em maio, o comércio fechou com saldo positivo de geração de empregos: uma nova vaga criada pelo setor.
Para o sindicalista, o reaquecimento é certo e os lojistas já podem começar a contratar. “Há muita gente sendo integrada. Muita gente chegando para a construção civil. Isso gera um efeito dominó positivo”.
Três Lagoas encerrou o mês de maio com saldo positivo de 250 novos empregos criados no estoque. O resultado só não foi melhor por conta da indústria da transformação, que extinguiu 87 vagas. Já na construção civil, foram criados 312 novos postos de trabalho. No ano, o setor criou mais de mil empregos com carteira assinada.