Estudantes de 17 anos de Coxim comprovaram que o cabelo do milho é eficaz contra infecções no corpo humano, principalmente as urinárias. Eles participaram do conhecimento popular que incentiva o chá desse produto.
Alércio Soutilha e Igor dos Santos Moraes iniciaram esse trabalho há mais de um ano e agora defendem a proposta em feira de ciências e tecnologia, que acontecerá na Costa Rica.
Eles desenvolveram, a partir do cabelo de milho, sabão líquido e em barra que podem ser usado para combater diferentes infecções.
“Meu tio padecia de problemas urinários e minha avó preparava o ‘remédio’ que auxiliava no controle do distúrbio. Aquilo me despertou o interesse de comprovar se realmente funcionava e há mais de um ano eu e o Alércio temos estudado o assunto”, contou Igor.
A dupla conseguiu ser pioneira nesse estudo. "Somos os primeiros estudantes brasileiros a realizar uma pesquisa que parte da ação antimicrobiana. Já apresentamos nosso trabalho em várias feiras científicas no Estado, além de outras localidades como Rio Grande do Sul, Acre e São Paulo. Ficamos muito animados com a possibilidade de apresentar nosso projeto em uma feira renomada do continente americano", dissse Alércio.
Os dois são estudantes de informática no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e receberam apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) para a viagem à feita internaciona.
“Não fazia ideia de que o milho tivesse tantas propriedades positivas. Na pesquisa descobrimos outras características positivas do chá que é diurético e auxilia no combate a obesidade, por ajudar o organismo a não reter líquidos”, explicou Alércio, que morava na zona rural até ir estudar na IFMS em Coxim.
NECESSIDADE DE INCENTIVO
O presidente da Famasul, Maurício Saito, analisou que a falta de apoio pode sepultar muitos bons projetos. Ele conversou pessoalmente com os estudantes.
"Acredito na existência de muitos projetos tão importantes quanto este apresentado pela dupla de acadêmicos da cidade de Coxim. É importante a disseminação destas informações para sociedade, de forma a mostrar que o progresso não está apenas na cidade, mas, muitas vezes pode vir do campo", opinou.