Mais de três anos depois da deflagração da Operação Sangue Frio, no Hospital Universitário de Campo Grande, a administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) não demitiu nenhum dos servidores envolvidos nas irregularidades em licitações e contratações constatadas durante investigação da Polícia Federal. Nem mesmo o então diretor do HU, José Carlos Dorsa, apontado como principal beneficiário do esquema, recebeu qualquer punição da universidade. Cabe agora à Controladoria Geral da União (CGU) decidir sobre as providências a serem tomadas.
Realizada no dia 19 de março de 2013, a operação, que também envolvia o Ministério Público Federal (MPF) e a CGU, acabou levando a administração da UFMS a instaurar oito procedimentos administrativos disciplinares (PADs) para apurar irregularidades. Porém, nenhuma das investigações teve resultado no sentido de punir os servidores responsáveis pelas falhas apontadas na operação.
Na época, seriam analisadas contratações de empresas especializadas em procedimentos médicos, em nutrição, a aquisição de órteses e próteses, as contratações por inegibilidade, de caráter emergencial e de serviços médicos, além de pregões irregulares.
Por conta da falta de resultados concretos dos procedimentos, em novembro do ano passado, a CGU avocou, ou seja, chamou para si, as investigações que, até então, eram de responsabilidade da UFMS. Com isto, todos os processos foram encaminhados para Brasília e pelo menos três deles foram reabertos. A previsão era de que as punições aos servidores ocorressem no máximo até o início de 2015.
A atuação direta da CGU em investigações internas ocorre em duas situações: quando a autoridade competente mostre omissão ao instaurar alguma ação correcional, ou quando o órgão ou entidade é incapaz de conduzir a respectiva apuração a contento.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.