O procurador-geral de Justiça Paulo Cezar dos Passos divulgou posicionamento sobre a sonegação de dados na denúncia da Coffee Break apontada pela defesa dos acusados.
Em nota, publicada hoje, ele disse que os “elementos de prova estão disponíveis nos autos físicos que acompanharam a denúncia” e que “o Ministério Público Estadual não tem qualquer intenção de prejudicar a defesa dos acusados”.
Passos declarou ainda que esse “ataque à instituição” é uma forma de “manipular a opinião popular e contaminar os destinos da ação penal”.
Segundo ele, existe uma preocupação com a liberação integral do material usado durante as investigações. Algumas dessas informações ocasionariam exposição desnecessária da imagem de vários acusados, sustentou o procurador-geral.
“A acusação pesa contra fatos a eles imputados e não contra os indivíduos, cuja vida privada, fora do que se refere à prática criminosa, é impertinente à sociedade em geral e, inclusive, aos codenunciados”, pontuou.
Depois de os advogados terem se queixado da omissão de dados na denúncia que tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva estabeleceu novo prazo para eles se manifestarem. Também determinou que houvesse juntada de mídias que não estavam disponíveis na ação.