Com recursos menores a cada ano, readequar o setor de infraestrutura de Campo Grande será um dos maiores desafios do prefeito que assumir a próxima gestão municipal. São dezenas de obras paradas e projetos que não saem do papel seja por dificuldades financeiras e burocráticas. O orçamento para 2017 será apertado, com estimativa de investimento menor que neste ano. Apenas nos setores de pavimentação, estradas vicinais e pontes, obras de trânsito e controle de enchente, a retração nominal (sem considerar a inflação) é de 9,25%, diferença entre R$ 360,9 milhões neste ano e R$ 327,504 milhões em 2017.
No que se refere ao asfaltamento, por exemplo, a meta financeira para 2016 é de R$ 82.842.642,00. Ainda não há como saber se esse total será alcançado até dezembro, mas o que já se pode afirmar, conforme diretrizes do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2014 a 2017, é que para pavimentar ruas, a queda de recursos previstas para o próximo ano é da ordem de R$ 17.769.809,00 o mesmo que 21,45% a menos, que representa R$ 65.072.833,00.
Para estradas vicinais e pontes o recurso previsto também é menor, com redução de R$ 177.804.133,00 para R$ 157.342.429,00. A queda de R$ 20.461.704,00 representa, em percentual, exatos 11,5%.
Reportagem de Lucia Morel está na edição de hoje do Correio do Estado.