O conde Chiquinho Scarpa, candidato a vereador em São Paulo pelo PRB, declarou patrimônio de pouco mais de R$ 2 milhões à Justiça Eleitoral, mas possui inúmeros bens que não estão na lista entregue, como um Bentley usado para campanha de doação de órgãos e uma mansão da família que está a venda por R$ 100 milhões.
Os bens em questão não estão formalmente no nome de Chiquinho Scarpa, mas de empresas das quais ele é sócio. Por isso, o candidato não os declarou.
A prática é legal e amplamente disseminada entre pessoas que disputam cargos eletivos, já que a Lei Eleitoral apenas exige a entrega da lista, sem prever critérios para sua elaboração. Assim, a maioria dos candidatos acaba declarando só o que está em seu nome e não no de suas empresas.
"Eu tenho três Bentleys, uma Rolls Royce, uma Ferrarri, uma Maserati, dois Porches, enfim, todos os carros que todo mundo sabe que eu tenho. Eles não aparecem no meu Imposto de Renda, porque estão no nome de firmas", explicou o conde.
Os automóveis também não aparecem na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral.
"Moro em uma casa que vale R$ 100 milhões. Essa casa está em nome de uma empresa que chama-se Franscar [Franscar Participações e Comercio Limitada]", afirmou.
A mansão também não consta na declaração de bens.
Segundo o conde, o valor do imóvel que está registrado na empresa é de R$ 65 mil reais. "Uma casa que vale R$ 100 milhões está na empresa por 65 mil. Por que? Porque foi comprada em 1948. Não precisa corrigir o [valor do] imóvel", disse.