Com o reinício do período chuvoso, as ruas asfaltadas de Campo Grande voltam a demonstrar a fragilidade com centenas de buracos e até crateras que se abrem diariamente. Com série de adiamentos, licitações para contratação de empresas que irão recapear várias vias problemáticas da cidade continuam indefinidas.
Nesta terça-feira a prefeitura da Capital publicou que três processos licitatórios adiados no mês passado que foram retomados. Eles preveem contratar empreiteiras para recapear e fazer drenagem das seguintes vias: Rua Joaquim Murtinho, Avenida Ministro João Arinos, Rua Rogaciano Ferreira Mendes, Avenida das Roseiras e Avenida José Nogueira Vieira.
A Ministro João Arinos, inclusive, é a avenida onde ontem uma cratera se abriu e vários motoristas tiveram prejuízos depois que os veículos caíram no buraco. Hoje de manhã a reportagem esteve no trecho e encontrou a cratera sinalizada com cavalete.
Além do buraco recente, uma série de outras “mini crateras” fazem do tráfego de veículos um verdadeira rally no asfalto.
As empresas interessadas nessas licitações deverão comparecer na central de licitações da prefeitura nos dias 9, 12 e 13 de setembro. Ainda não há prazo para finalização dos processos.
Outra licitação também foi aberta hoje pela administração pública. Quem vencer a licitação irá fornecer o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e também o Concreto Betuminoso Pré Misturado a Frio (PMF), para ser usado nos recapeamentos.
TAPA-BURACO
Enquanto as licitações para resolver o problema em definitivo não avançam, a prefeitura de Campo Grande vai investir R$ 41,71 milhões nos próximos 12 meses em serviços de tapa-buraco.
O valor reduziu em 63% nos últimos cinco anos. No ano de 2012, o investimento total foi de R$ 110,05 milhões. Atualmente, os buracos têm sido o principal alvo de reclamação dos moradores que circulam pelas ruas da Capital.
Ontem (5), quatro empresa venceram a licitação para executar o serviço em sete lotes da cidade. A empresa Gradual Consultoria e Engenharia ficou responsável por três lotes, totalizando custo de R$ 15.010.962,27.
A Reiter receberá R$ 8.985.929,9 para executar os serviços em dois lotes. A Selco receberá R$ 10.229.364,21 por um lote e a Belter R$ 7.488.000,00 por mais um. A empresas Gradual e Selco já prestavam serviço para a prefeitura desde 2012.