Mais da metade das agências bancárias distribuídas em Campo Grande e mais 26 municípios de Mato Grosso do Sul aderiram ao primeiro dia de greve dos bancários. Das 160 agências, 58% não abriram as portas, ou seja, 94 estabelecimentos seguem sem previsão de retornar aos trabalhos.
Para Edvaldo Barros, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região, mais agências devem aderir à greve. “No primeiro dia a greve é tímida. A partir de quinta-feira deve aumentar o número de agências fechadas”, destaca o sindicalista.
Está agendada para sexta-feira, 9, às 11h, em São Paulo, reunião de negociação entre a Federação dos Bancos e o Comando Nacional dos Bancários. “A greve segue pelo menos até o dia 9. Dependendo, a proposta pode ser aceita, ou não”, enfatiza Edvaldo.
A greve dos bancários não afasta a obrigação de pagar todas as contas em dia. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.
Em correspondentes bancários, como postos dos Correios e casas lotéricas, também é possível pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços. Em Campo Grande teve lotérica que formou fila de dobrar o quarteirão.
A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro do ano passado e teve duração de 21 dias.
REIVINDICAÇÕES
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.
Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.
Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.