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USP, Unicamp e UFRJ sobem em ranking de universidades

USP, Unicamp e UFRJ sobem em ranking de universidades

Redação

05/09/2016 - 23h00
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A USP (Universidade de São Paulo) aparece como a 120ª melhor universidade do mundo no ranking QS World 2016, o que representa a melhor posição da instituição nas 13 edições da publicação. A lista foi divulgada nesta segunda-feira (5).

Apesar desse resultado, as universidades brasileiras em geral não tiveram o mesmo desempenho: 18 das 22 instituições presentes na lista perderam posições.

Pela quinta vez consecutiva, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, ficou com a primeira posição entre as melhores universidades do mundo. Ela é seguida pelas também americanas Stanford e Harvard.

O QS (Quacquarelli Symonds) -uma das principais listas de universidades do mundo- é baseada na análise dos níveis de pesquisa, ensino, empregabilidade e internacionalização.

A publicação leva em conta seis critérios nessa avaliação: reputação acadêmica, reputação do empregador, relação entre corpo docente e estudante, citações por docente, estudantes internacionais e docentes internacionais.

A melhora da USP é resultado no crescimento dos itens reputação acadêmica e reputação do empregador. A alta neste ano interrompeu dois anos consecutivos de queda.

A principal universidade brasileira enfrenta uma crise financeira desde o final de 2013. Com orçamentário deficitário desde então -os gastos com folha de pagamento têm sido maiores do que os repasses recebidos pelo Estado- a USP anunciou em um segundo plano de demissão voluntária. O primeiro havia ocorrida em 2015.

No primeiro semestre deste ano, a instituição ainda enfrentou uma greve de servidores. A paralisação teve adesão de funcionários e professores, além do apoio de alunos.

Algumas unidades, como a FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) e a ECA (Escola de Comunicação e Artes) registraram ocupações e ficaram com as atividades totalmente paralisadas.

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, informou que o resultado confirma o prestígio da USP. "Apesar de oscilações anuais, a posição da USP é consolidada como a melhor Universidade não só da América Latina, mas também da Ibero-América", diz Zago.

"Não podemos transformá-las em metas. Um aspecto é melhorar apenas a posição da Universidade nos rankings, outro, muito mais importante, é melhorar a Universidade de uma forma geral", diz. "Também é inegável que a boa reputação da USP nos rankings internacionais tem um impacto muito positivo nas parcerias com outras Universidades, facilitando o intercâmbio de pesquisadores e o desenvolvimento de projetos de pesquisa com financiamento conjunto", afirmou o reitor.

Além da USP, somente outras duas instituições brasileiras estão entre as 400 melhores.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFRJ (Federal do Rio de Janeiro). Ambas ganharam posições com relação ao ranking do último ano. A Unicamp passou de 195º para 191º e a UFRJ, de 323º para 321º.

O Brasil segue liderando o ensino superior na América Latina, com 22 universidades listadas no ranking, à frente da Argentina, com 16, e do México, com 14. Entretanto, a situação do ensino superior registrada pelo QS não é positiva.

Todas as 22 instituições apresentaram queda no critério de número de citações por docente.

Além disso, 16 delas ainda tiveram recuo nas proporções entre estudantes e professores, usado como parâmetro para avaliar a qualidade do ensino.

"Embora o crescimento da USP seja louvável, nossa métrica sobre docentes por estudantes sugere que o sistema como um todo tem falhado em oferecer acesso suficientemente igualitário à educação superior", diz Ben Sowter, chefe da divisão de Pesquisa da QS, na divulgação do material.

"A performance das instituições mais importantes do país continua a melhorar, mas, se a nação pretende emergir da pior recessão em décadas, toda a estrutura do ensino superior brasileiro precisa equipar todos os alunos com a educação necessária para melhorar tanto a produção quanto o resultado de pesquisas."

Mais de 3.800 instituições foram avaliadas. A relação final traz 916 universidades de 81 países. Isso representa 25 a mais do que em 2015.

Os Estados Unidos concentram o maior número de universidades no ranking, com 154 instituições.

O país é seguido do Reino Unido (71), Alemanha (43) e França (41).

No ranking QS apenas com instituições da América Latina, a USP ficou em primeiro lugar em 2015 e 2016. Já na relação voltada ao países dos Brics (África do Sul, Brasil, China, Índia e Rússia), publicada em julho, mostra a USP na 10ª posição. Uma a menos do que no ano anterior.

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