Está marcada para o dia 3 de novembro a cirurgia do coração da pequena Vallentina Vallentina Roca da Silva, de cinco meses. Aos 40 dias de vida a menina foi internada com pneumonia, ocasião em que os médicos constataram que a recém-nascida sofria de Comunicação Interatrial (CIA). O procedimento é a única chance que a menina tem de sobreviver, mesmo assim, os riscos do pós operatório, não são poucos.
De acordo com a mãe da bebê, Kathellen Maria Roca Roden, de 20 anos, a filha não pode mais esperar. “Passamos pela médica na segunda-feira, ela me disse que o pulmão da Vallentina está encharcado de sangue, que ela não pode mais esperar para ser operada”, explicou a jovem.
Apesar de a data estar agendada para daqui um mês, caso surja um leito, o procedimento pode ser adiantado. “A médica me explicou que existem apenas seis leitos infantis no CTI da Santa Casa, e ela preciso de um deles. Atualmente não há nenhum disponível, porém, caso desocupe antes do dia 3 de novembro, ela será operada”, registrou.
Para corrigir a Comunicação Interatrial, que é um defeito congênito de fechamento do septo interatrial, que é a estrutura que divide parte do coração entre os lados direito e esquerdo, Kathellen teve que assinar um termo de responsabilidade.
“Me deram um termo enorme para assinar. Tudo pode acontecer durante e depois da cirurgia, que tem previsão parar durar 4h. Ela pode ter uma parada cardíaca, parada dos órgãos, pode contrair HIV na transfusão de sangue, é difícil, mas pode acontecer. Uma série de coisas podem levar minha filha a óbito”, acrescentou.
A presença do defeito causa aumento do fluxo sanguíneo que passa pelos pulmões a cada batimento cardíaco. Por conta disso, o pulmão de Vallentina já está encharcado. “Ela não pode mais esperar”, finalizou.