Cidades

ANÁLISE DE CONDUTA

Governo Federal expulsa 127 servidores de MS acusados de corrupção

A cada mil ativos, nove foram expulsos nos últimos 13 anos

Redação

10/10/2016 - 15h12
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Nos últimos treze anos, 127 servidores federais de Mato Grosso do Sul foram expulsos pelo Governo Federal, acusados de cometeram atos de corrupção. Atualmente o Estado contabiliza 10.108 funcionários na ativa. A informação consta no último levantamento realizado pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), divulgado na manhã de hoje.

Dentro de sete anos, ou seja, de 2003 a 2010, 30 servidores foram tirados do cargo. Conforme o estudo, o período corresponde ao maior número de desvinculações. O ano de 2014 foi apontado com menor expulsões (4). Em 2011 foram demitidos 18 agentes, em 2012 e 2013, 24, em 2015, 15 e neste ano 12 pessoas foram desligadas do cargo público.

De acordo com o levantamento, MS ocupa segundo lugar no ranking de expulsos a cada um mil servidores ativos, perdendo apenas para Amazonas. Para cada mil agentes públicos em Mato Grosso do Sul, nove foram expulsos. No Amazonas, para cada mil trabalhadores, 11 foram demitidos.

Com 100.430 agentes públicos ativos, Rio de Janeiro lidera o ranking dos estados do Brasil com maior número de funcionários ativos e também com mais expulsões somadas nos 13 anos, 1.052. Piauí aparece em último da lista, com 36 demissões em 13 anos o estado registrou uma expulsão a cada mil servidores ativos. No local são ao todo 8.654 ativos.

Setembro registrou o maior número de punições (74), tanto no comparativo com o mesmo período dos últimos cinco anos, como com outros meses de 2016. Os entes federativos com número mais elevado de punições foram Rio de Janeiro (1.052), Distrito Federal (746) e São Paulo (640). Já as pastas com maior quantidade de servidores expulsos foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), o Ministério da Justiça e Cidadania (MJC) e o Ministério da Educação (MEC).

O principal motivo das expulsões foi a comprovação da prática de atos relacionados à corrupção, com 4.013 das penalidades aplicadas ou 65,4% do total. Já o abandono de cargo, a inassiduidade ou a acumulação ilícita de cargos são motivos que vêm em seguida, com 1.395 dos casos. Também figuram entre as razões que mais afastaram servidores proceder de forma desidiosa e participação em gerência ou administração de sociedade privada.

Ao todo, de 2003 a setembro de 2016, já foram aplicadas 5.043 demissões no Brasil, 467 cassações de aposentadorias e 532 destituições de ocupantes de cargos em comissão.  

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