Cidades

Caos na Saúde

Sucateado, Hospital Universitário está à beira de um colapso

Quantidade de vagas teve retração de 10,5% e hospital contabiliza redução de repasses

Redação

16/10/2016 - 07h00

Redução do número de leitos, fechamento de serviços e suspensão de procedimentos são apenas alguns dos problemas enfrentados pelo Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HU), em Campo Grande. Entre janeiro de 2015 e outubro deste ano, o número global de leitos no hospital reduziu 10,5%, passando de 237 para 212 - 26 exclusivos para o Pronto Atendimento Médico (PAM) - , ou seja, 25 leitos fecharam. Já a quantidade de unidades de terapia intensiva (UTI) neonatal teve queda de 40%, passando de dez para seis em um período de 22 meses.

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que assumiu a administração do hospital em janeiro de 2015, não explica o motivo da redução dos leitos de internação e UTI neonatal. A falta de informação é uma das principais críticas do coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), Márcio Saravi de Lima. “Desde que colocaram a gestão da Ebserh, com a promessa de melhoria no atendimento, nada aconteceu. Aumentou o número de funcionários, e diminuíram os leitos. É um verdadeiro sucateamento do hospital, que perdeu a função de escola”.

Os repasses federais também sofreram queda desde o ano passado, de acordo com dados do Portal da Transparência Pública do Governo Federal. Em 2015 o hospital recebeu montante de R$ 91.926.477,00 referentes a três programas do Ministério da Educação (MEC) - operações especiais, educação e gestão -, com quase a totalidade de recursos liquidados (94,35%). Já este ano o HU recebeu apenas R$ 66 mil em recursos do MEC, referente a um programa, e utilizou 65,86% até agora.

Reportagem de Natália Yahn está na edição de hoje do Correio do Estado,

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