Agentes de saúde da Prefeitura de Campo Grande iniciaram o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) para identificar quais regiões da cidade há mais foco de criadouros do transmissor da dengue, Zika vírus e febre chikungunya. A pesquisa deve ficar pronta na semana que vem.
No último levantamento divulgado pelo governo municipal, de 7 de outubro, a Capital teve neste ano 1.368 pessoas infectadas pela dengue e três morreram; 155 por Zika vírus e sete por chikungunya. As notificações ultrapassaram 31 mil casos.
Por conta da Zika, 431 grávidas precisaram ou ainda dependem de acompanhamento especializado devido ao risco da doença causar microcefalia em bebês. Somente de casos positivos, há 140 gestantes contaminadas.
A melhor forma de combate a essas enfermidades é eliminar o transmissor, que se procria em recipientes com água parada. Os ovos, inclusive, podem ficar adormecidos por até um ano.
O diretor da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), Alcides Ferreira, explicou que o LIRAa vai identificar onde é mais urgente combater o vetor.
"Com estes levantamentos nós identificamos os criadouros predominantes e a situação de infestação do município. Com os dados em mãos podemos direcionar as ações e controlar as áreas mais críticas e infectadas pelo mosquito. A previsão é que na próxima semana tenhamos em mãos o relatório do LIRAa", explicou.
DIVIDIDO
O levantamento será feito nas sete regiões de Campo Grande e durante as análises também acontece a eliminação de criadouros identificados.
Os objetos que podem servir para criação do mosquito são vasos de plantas, garrafas, casca de ovo, casca de caramujo, folhas de bananeiras, tampa de tanque de lavar roupas, pneus, entre outros.
“Tudo que acumula água pode ser transformado em criadouro. Os moradores podem verificar estes itens e colaborar diariamente ou semanalmente neste trabalho que é para o bem de todos”, sugeriu Abelardo de Freitas, supervisor de área da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Ele atua nos bairros Universitário, Betaville, Santo Eugênio, Sitioca e Rouxinóis.
IDENTIFICAÇÃO
A Sesau alerta que os agentes de saúde da prefeitura são identificados com uniforme e crachá para evitar golpes. O morador deve exigir a apresentação dessas informações antes de permitir a entrada de qualquer pessoa para sua casa.
"Um foco não eliminado pode servir de criadouro e o mosquito pode transmitir doenças no raio de 100 metros. Dependendo se estiver ventando o mosquito pode ir mais longe", explicou a agente de saúde Ivete Gonçalves.