O vereador Paulo Siufi (PMDB) fez declaração hoje sobre a condenação que recebeu para devolver mais de R$ 1 milhão e ter recebido a sanção de suspensão dos direitos políticos por oito anos. A sentença foi proferida em 1ª instância na Justiça Estadual, pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, na quarta-feira (19).
Médico concursado pela Prefeitura de Campo Grande, ele trabalhou por mais de 10 anos no Posto de Saúde Eleonora Quevedo, no Centro de Atendimento ao Escolar (CAE) e investigação do Ministério Público Estadual apontou que Siufi não cumpriu a jornada que deveria quando atuou na Unidade Básica de Saúde Manoel Cordeiro, que fica na zona rural de Campo Grande, apesar de ter recebido integralmente o salário.
"Sigo tranquilo, atendendo meus mais de 5 mil pacientes em meu consultório, ciente de minha postura e meus valores", afirmou o vereador e pediatra, formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
O mandato de Paulo Siufi termina neste ano, mas ele conseguiu a reeleição. Apesar de ter sido condenado a ter suspenso seus direitos políticos por oito anos, ele não perde a cadeira do Legislativo porque cabe recurso à sentença.
O que o vereador fez questão de ressaltar é que não cometeu irregularidade porque a jornada diferenciada que ele fez quando trabalhou no distrito de Aguão, a 40 quilômetros da Capital, foi organizada pela própria Secretaria Municipal de Saúde.
"O secretário de Saúde de Campo Grande da época buscou maneiras de resolver essa questão, pois não havia médicos interessados em razão da estrada de chão, distância e estrutura para atendimento (o atendimento era realizado em uma sala de biblioteca – ainda não havia o posto de saúde). Foi então que o mesmo optou por uma carga horária diferenciada, visando a lotação de médico para o cargo", justificou-se.
O vereador, que recebeu 2.610 votos na eleição deste ano, afirmou que não agiu para tirar vantagem pessoal. "Não há e nem nunca houve qualquer intenção de agir erroneamente, tanto no que diz ao atendimento como em relação à justiça, tendo eu apenas cumprido o determinado pela Secretaria de Saúde de Campo Grande, um cumprimento de ordem hierárquica."