Cidades

Campo Grande

Temendo nova crise, setor da <BR>construção protesta na Câmara

Portaria do Ministério das Cidades começa a valer a partir de janeiro

Redação

25/10/2016 - 10h02

Profissionais ligados ao setor da construção protestam, na manhã de hoje, na Câmara Municipal de Campo Grande temendo nova crise do setor. Cerca de 150 pessoas entre comerciantes, corretores de imóveis e empreiteiros se revoltam contra novas regras do Ministério da Cidades sobre o Programa Minha Casa Minha Vida, que começam a valer a partir de janeiro.

Conforme portaria 160/16, a partir de 31 de dezembro de 2016 pequeno construtor não poderá mais comercializar casas construídas “no chão”, em ruas sem asfalto e nem vendê-las como pessoa física.

Representante do movimento e construtor há 20 anos, Adão Jorge Castilho afirma que a nova regra de vender imóveis apenas como pessoa jurídica não é prejudicial ao setor, mas o prazo definido pelo Governo Federal é insuficiente. “O prazo é curto para que tudo seja consolidado”, disse.

Mesmo que os vereadores da Câmara não tenham meios de impedir portaria nacional, o setor foi até a Casa de Leis para dar publicidade aos protestos, que começaram nos últimos dias. Segundo os manifestantes, em Campo Grande são 6 mil empregos diretos ligados à construção.

A corretora Marciela Andrada conta que estimativa feita pelo setor aponta uma possível baixa de 15 mil postos de trabalho na cidade se as novas regras começarem a valer já em janeiro.

“Construindo com incerteza econômica, o investidor para de comprar materiais e dispensa os funcionários por não saber se terá continuidade das obras ano que vem. O problema é nacional”, disse.

Vereadores se comprometeram a realizar, nesta sexta-feira (28), audiência pública sobre os efeitos da portaria na Capital. O debate ocorre, a partir das 8h, na Câmara Municipal.

“Essa medida só favorece grandes construtoras e afasta da cidade quem precisa de moradia”, ressaltou Mario Cesar (PMDB). Já Herculano Borges (SD), que propôs o encontro, pontuou ser necessário envolver ainda deputados estaduais, federais e senadores para reverter tais prejuízos ao setor da construção civil. 

*Matéria atualizada para acréscimo de informações.

 

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