A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, afirmou que "não está descartado" que o banco devolva ao governo mais do que os R$ 100 bilhões de títulos públicos previstos para os próximos três anos.
De acordo com ela, para que o valor seja maior que o já acordado entre o banco e o Ministério da Fazenda (R$ 40 bilhões este ano e R$ 30 bilhões nos próximos dois anos), teriam que ser criadas condições para garantir ao BNDES recursos para seus compromissos.
"Não é algo que deve ser descartado, mas deve vir num conjunto de medidas que tornem o banco blindado em relação ao futuro", disse Bastos quando perguntada se o banco poderia aumentar o valor.
Para iniciar a operação, o banco aguarda uma palavra final do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a legalidade da operação.
Em votação no mês passado, a maioria dos ministros do órgão já se posicionou favorável a considerar que a operação é legal, desde que os recursos sejam usados exclusivamente para reduzir a dívida pública, hoje em R$ 3,1 trilhões.
Mas a decisão ainda não é oficial porque um do ministros, Vital do Rego, pediu vista do processo que só será votado quando Vital apresentá-los ao plenário.