A chácara Eco Hotel do Lago, onde morreu afogado o professor de matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Jonas Lobato Vermieiro, de 27 anos, foi autuada e multada pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com a corporação, o local tinha certificado de vistoria provisório que venceria no mês que vem.
Segundo o tenente-coronel Robinson Moreira, no projeto apresentado pela chácara aos Bombeiros constava itens de segurança e salva-vidas, no entanto, na prática não havia esse profissional no momento em que o professor se afogou. Na chácara era realizado congresso da Secretaria Estadual de Educação (SED).
O local foi notificado por não seguir normas de segurança e técnicas de prevenção contra acidentes aquáticos. O valor da multa não foi divulgado, mas nesses casos varia de R$ 731 a R$ 1,2 milhão.
O estabelecimento tem prazo de 30 dias para regularizar a situação.
TRAGÉDIA
Amiga de Jonas que o acompanhava contou que os dois tinham usado caiaques sob a autorização de funcionário da chácara. No entanto, não receberam coletes salva-vidas. A jovem disse que remava próximo de Jonas quando ele caiu do equipamento e, já que não sabia nadar, afundou na água.
Ainda de acordo com relatos, a testemunha chegou ao barranco e tentou jogar boia ao amigo, no entanto não conseguiu e foi em busca de ajuda. O professor foi resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros já morto, a cerca de dois metros de profundidade.
Foi constatado que o caiaque que era utilizado pela amiga do rapaz estava danificado, com furos na parte debaixo. Segundo a testemunha, o equipamento que era usado pelo educador estava na mesma condição. Bombeiros também verificaram que no local não havia coletes salva-vidas.
O funcionário da chácara negou ter autorizado o casal de amigos a entrar no rio. O caso continua sob investigação.